terça-feira, 17 de maio de 2016

Crítica ao Objeto Interativo de Rogério Ribeiro

Após a finalização dos objetos cada aluno elaborou uma crítica ao objeto interativo do colega de modo que todos fossem comentados e todos pudessem ter uma visão mais afastada do seu trabalho. As críticas se basearam nos conceitos de interatividade e da lógica programática.
O objeto que comentei foi o do Rogério Ribeiro.

Objeto de Rogério Ribeiro.
O objeto das três esferas é reativo quando manuseado por uma só pessoa: ele apenas responde aos movimentos e ao toque com som e luz e ao aproximar uma esfera da outra também há resposta luminosa e sonora. As respostas se dão por meio de sensores de movimento, de luz, reed switches e botões de pressão. Durante o manuseio percebi que não conseguia carregar as três esferas ao mesmo tempo e isso me impulsionou a chamar mais alguém para interagir junto com o objeto. Essa foi uma forma, proposital ou não, de fazer a interação entre duas pessoas acontecer por meio da interface e, a partir de então, ele se aproxima um pouco mais da dialógica. Acredito que, apesar de as esferas incitarem o uso por mais de uma pessoa, isso pode mesmo assim não acontecer e o objeto continuar apenas reativo. Além disso, quando ocorre a interação entre duas ou três pessoas, essa interação ainda não é tão rica como poderia ser. O fato de ele ainda ser reativo faz com que a interação não se mantenha por muito tempo e passe a depender muito de quem usa e não mais tanto do objeto. Apesar disso, ele é um dos mais bonitos e atrativos que encontrei além de muito bem acabado. A interface de interação poderia melhorar se os inputs fossem mais perceptíveis, no caso, eu demorei a entender como funcionava e qual era a resposta do sensor de luminosidade. Isso ocorreu porque havia muitas formas diferentes de input e output que se misturavam e passavam a não se distinguir mais, fazendo com que o som e a luz parecessem ser uma resposta apenas do movimento e, às vezes, aleatória.

Obra Através de Cildo Meireles

Durante nossa visita ao Inhotim tivemos a oportunidade de conhecer mais a fundo uma das galerias do museu, a obra Através, de Cildo Meireles. A instalação é composta de uma região quadrada cheia de cacos de vidro espalhados pelo chão. No centro há uma enorme bola feita de papel celofane transparente iluminada de cima. Em volta dessa esfera havia várias barreiras como cercas, cortinas plásticas, grades, arames farpados, entre outros. Essas barreiras se distribuíam sempre em pares iguais em extremos opostos. As barreiras e os cacos no chão nos repelem do ambiente da obra e, por isso, só entendemos que podíamos pisar nos cacos e entrar na instalação depois que vimos um outro visitante fazer isso. Durante a fruição, o que mais nos chamou atenção foi o ambiente sonoro provocado pelos cacos de vidro no chão que, ao serem pisados por muitas pessoas, faziam muito barulho. Isso foi surpreendente por que, ao ver a obra de longe, não imaginávamos que o som dos cacos faria um efeito tão forte. Outra questão interessante foi a sensação de ultrapassar aquelas barreiras que, no cotidiano, sempre nos proíbem ou nos privam de algo.
A descrição da obra dizia que as barreiras do cotidiano poderiam ser ultrapassadas pelos visitantes e que, por serem de materiais diferentes, causavam efeitos psicológicos diversos: "de uma cortina de chuveiro a uma grade de prisão, passando por materiais de origem doméstica, industrial, institucional". Isso foi observado por nós durante a fruição. Porém, a descrição formalizou as sensações vividas.
O prédio que contém Através é muito discreto no ambiente do parque e isso faz com que o visitante se surpreenda ao encontrar uma obra tão grande e sensorialmente forte dentro dele. Além disso, a construção proporciona um ambiente escuro que destaca a esfera iluminada no centro. 

Através, Cildo Meireles.
Além de imergir na obra, também fizemos dois croquis do prédio, um interno e outro externo.

Croqui interno
Croqui externo




quinta-feira, 12 de maio de 2016

Croqui feito nos arredores do Parque Municipal

Viaduto Santa Tereza

Croqui Catedral da Boa Viagem

Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem.

Aula no Parque das Mangabeiras

Durante nossa ida ao Parque das Mangabeiras tivemos a experiência de fazer croquis no mirante. O exercício foi de concentração para esboçar um conjunto de pedras em espaços de tempo decrescentes.

Croqui de pedras em 5 minutos.
Croqui de pedras em 2 minutos.
Croqui de pedras em 30 segundos.

Então mudamos o ângulo de visão das pedras e fizemos outro croqui rápido:

Croqui de pedras em outro ângulo.
Por fim, fizemos um croqui rápido e trocamos com outro colega que estivesse com um ângulo diferente para que desenhasse por cima do desenho. Poderíamos completar o croqui como achássemos melhor para o enquadramento da imagem:

Croqui de pedras modificado por um colega.

Aula na Praça da Liberdade

Durante nossa aula na praça pudemos treinar o desenho de croquis. Uma das práticas foi a de esboço rápido em que desenhamos a mesma árvore algumas vezes e em pouco tempo, de cinco minutos o tempo para o desenho foi diminuindo até poucos segundos. 
Primeiro croqui: 5minutos
Segundo croqui
Terceiro croqui

Quarto croqui

Quinto croqui                              
 




















Como exercício final desenhamos um último croqui e trocamos com um colega que tivesse um ângulo diferente de visão da árvore. Então fizemos um croqui por cima daquele feito pelo colega. Depois fizemos outra troca com um terceiro colega e desenhamos por cima novamente. Obtivemos três croquis da mesma árvore um por cima do outro feitos por três pessoas diferentes em ângulos diferentes.

Croqui em conjunto com outros dois colegas.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

As Escadarias de Vitória

Durante minha viagem a Vitória, Espírito Santo, fui surpreendida pelas escadarias de seu centro histórico.
A fundação de Vitória começa pelo alto, no período de descoberta da América. Os colonizadores procuraram um local mais seguro para se guardarem dos ataques dos índios e de estrangeiros, principalmente franceses e holandeses. Apesar de ser uma cidade tão antiga e tão importante, Vitória sofreu descaracterizações em sua arquitetura, como poderemos ver na Catedral de Vitória e no Palácio Anchieta além das próprias escadarias. 40% da cidade é composta por morros, o que explica, em parte, a construção desses meios de acesso. Foram construídas junto com o crescimento da cidade para substituir as ladeiras inseguras. Fiquei surpresa ao encontrar tantas escadas como essas em Vitória. Belo Horizonte, minha cidade, que também possui um relevo acidentado, não possui escadarias como estas. 

Escadaria Dionísio Rosendo
As duas primeiras com as quais me deparei foram a Dionísio Rosendo e a Maria Ortiz ambas pichadas e em mau estado de conservação. Elas elevam o visitante a um patamar mais alto onde se encontra atualmente a Catedral de Nossa senhora da Vitória. Neste local existia a antiga Matriz de Nossa Senhora de Vitória, que começou a ser construída no período de fundação da Vila de Vitória, em 1550. Como Matriz, ela sediava todos os eventos oficiais de Portugal e abrigou também as solenidades religiosas de aclamação de Dom Pedro I como o primeiro imperador do Brasil. Apesar de todo o esforço em restauração feito durante seu período de existência, foi demolida no início do século XX sob a justificativa de ser insuficiente para a demanda dos fiéis e, no seu lugar, foi construída a atual Catedral de Vitória.

Atual Catedral de Vitória
Antiga Matriz de Vitória





















Essa  Catedral é a mais suntuosa das igrejas do centro e chama a atenção por seu desenho neogótico, que vai contra as origens coloniais da capital. Essas duas escadarias, portanto, levam ao patamar mais alto do centro histórico, localização que demonstra a importância da Igreja Católica  na época da construção da primeira matriz.

Escadaria Bárbara M. Lindenberg
No topo da escadaria Bárbara M. Lindenberg se encontra o Palácio Anchieta. Este abrigava o Colégio de São Tiago, desde 1587, e se tornou a sede do Governo Estadual em 1798. Enfrentando três grandes incêndios e várias reconstruções, o edifício é Tombado pelo Conselho Estadual de Cultura em 1983. A restauração completa do Palácio Anchieta foi concluída em 2009 passando a receber visitação e exposições. A Escadaria Bárbara M. Lindenberg foi construída em 1883  no lugar onde havia antes a Ladeira Padre Inácio. É uma bela construção, ornada por seis belas esculturas em estilo neoclássico, quatro planos calçados e possui uma fonte artificial em sua base. Se encontra bem conservada e com pintura nova, ao contrário da sua vizinha, a escadaria Maria Ortiz, que está em mau estado de conservação. A escadaria, apesar de uma das mais famosas da cidade, está descuidada. Foi construída em 1924 no que era antes a Ladeira do Pelourinho.

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Escadaria Maria Ortiz

 Podemos perceber que as escadarias do centro histórico, em sua maioria neoclássicas e ecléticas, foram construídas muito após a fundação da cidade, que tem sua origem colonial. O estilo neogótico da Matriz de Vitória também é presente na Basílica de Lourdes na rua da Bahia, Belo Horizonte. A semelhança de estilo das escadarias e de alguns edifícios de Vitória aos edifícios das antigas sedes administrativas da Praça da Liberdade se dá pela época de suas construções: fim do século XIX e início do XX. A cidade de Vitória, portanto, apresenta  numa mesma região central estilos arquitetônicos muito distantes no tempo, podendo caracterizar uma riqueza, mas também, no caso da Matriz neogótica, uma perda com a derrubada da antiga Matriz colonial.



Fonte:
(http://www.vitoria.es.gov.br/cidade/historia-de-vitoria)
(https://www.achetudoeregiao.com.br/es/vitoria/geografia.htm)
(http://seculodiario.com.br/blogs/manu/tag/escadaria-barbara-lindenberg/)
(http://www.rotascapixabas.com/2010/06/07/uma-catedral-fora-de-contexto/)
(http://seculodiario.com.br/blogs/manu/tag/escadaria-barbara-lindenberg/)
(http://www.es.gov.br/Governo/paginas/Palacio_Anchieta.aspx)